SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE SEROPÉDICA PROMOVE CURSO DE FORMAÇÃO EM LIBRAS

A linguagem de sinais é utilizada no mundo todo desde o século XIX, no entanto, apenas recentemente ela tem conseguido o devido valor. A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (SMECE), com o objetivo introduzir o debate sobre as necessidades de inclusão das pessoas com deficiência auditiva na rede municipal de ensino, promoverá uma Formação em Libras (Linguagem de Sinais) para docentes da rede municipal que desejarem adquirir conhecimento a respeito do alfabeto manual, que é uma ferramenta de extrema importância para o contato com pessoas que possuem necessidades auditivas.

As inscrições aconteceram nesta quarta-feira, 30 de Setembro, no auditório da SMECE. As aulas acontecerão na modalidade presencial, serão 10 aulas que podem ser realizadas nos dias de Tempo Disponível para Estudo (T.D.E.).

Sobre a Língua Brasileira de Sinais

No Brasil, a LEI N.º 10.436, de 24 de abril de 2002, reconhece a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS  – como meio natural de comunicação e expressão, e refere no artigo 4º a necessidade de formação dos professores para o atendimento adequado dos usuários desta língua. Embora o aprendizado da língua de sinais seja natural para o surdo, ela não é espontânea. A grande maioria da população de surdos é filha de pais ouvintes, ou seja, não usuários da língua de sinais, o que implica a necessidade de ensino e estruturação de ambientes em que a linguagem possa ser desenvolvida.

O Brasil possui vários documentos legais concernentes à língua de sinais, dentre eles, o Decreto Nº 5.626, de 22 dezembro de 2005, que entre outros aspectos regulamenta a formação do professor de LIBRAS, a inclusão da LIBRAS como disciplina curricular, o uso e a difusão da LIBRAS para o acesso das pessoas surdas à educação. No artigo 14, parágrafo 1º, estabelece que as escolas devem oferecer o ensino e o uso da LIBRAS, devem prover professores ou instrutores de LIBRAS, e devem garantir o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos desde a educação infantil, no entanto, o cumprimento dessas metas ainda é um desafio decorrente da falta de profissionais capacitados para tal tarefa, dentre outros aspectos.

Texto: Ana Paula Jacintho

Edição: Hudson Glória

Fotos: Sankirtana Dharma