ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE MENTAL SÃO TEMAS DE FÓRUM EM SEROPÉDICA

Fórum marca a comemoração do movimento da Luta Antimanicomial no Brasil, comemorado no próximo dia 18 de maio

 

Articular ações e estabelecer propostas em prol do atendimento aos pacientes que sofrem transtornos mentais, esse foi o objetivo do “1º Fórum Temático da Rede Intersetorial de Seropédica” realizado nesta quarta-feira (13) no auditório da Câmara Municipal de Vereadores.

DSC_0017Sob o tema “Redes de Saúde e a RAPS”, contou com a palestra da psicóloga, professora e pesquisadora da Escola Politécnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pilar Belmonte. Participaram do fórum o secretário de Saúde e Defesa Civil Dr.º Artur Corrêa, a juíza da Primeira Vara Cível de Seropédica, Ariadne Villela, as equipes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi), usuários, familiares de usuários dos Caps e representantes das secretarias de Educação, Cultura e Esporte, de Saúde e de Assistência Social e Direitos Humanos.

Em sua fala Dr.º Artur Corrêa, demonstrou o interesse da Secretaria de Saúde em implantar um Centro de Atenção Psicossocial AD III em Seropédica. “Este tipo de CAPS oferece um serviço específico para o cuidado, atenção integral e continuada às pessoas com necessidades especiais em decorrência do uso de álcool, crack e outras drogas, realiza o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Os CAPS também atendem aos usuários em seus momentos de crise, podendo oferecer acolhimento noturno por um período curto de dias”, esclareceu.

Para a coordenadora do Programa de Saúde Mental do Município Jamila Barros, o fórum serve para estabelecer um diálogo com outros setores públicos na participação dos serviços de saúde oferecidos aos pacientes. “O fórum serve para facilitar o acesso dos pacientes aos serviços de saúde, esclarecendo dúvidas sobre a atuação do CAPS e das demais secretarias no auxílio ao usuário, com isso, estabelecemos novas redes intersetoriais de atendimento”, explicou Jamila, que é psicóloga.

Dentro da temática da palestra, Pilar, que foi coordenadora de Saúde Mental do Rio de Janeiro entre 2009 e 2012, falou sobre a importância da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) dos municípios. De acordo com ela, a RAPS representa uma importante política pública, pois possibilita uma porta de entrada do usuário para a rede de serviços, colocando os atores dessa política para atuar na lógica da atenção psicossocial, que é a lógica do acolhimento.

O Programa de Saúde Mental de Seropédica abrange a Residência Terapêutica que é uma casa mantida pela Prefeitura onde dez usuários residem, devido a terem ficado por longo período internados em hospitais, o que causa a perda do vínculo familiar; o CAPSI João e Maria, onde é oferecido acompanhamento para crianças e adolescentes com grave sofrimento psíquico; o CAPS ll Bicho da Seda para acompanhamento de adultos com problemas psíquicos; e o Centro de Atenção Psicossocial, onde tem profissionais que atuam sob ótica interdisciplinar e que acompanham pessoas de transtorno graves e persistentes assim como usuário de drogas, como álcool, crack, maconha, entre outros.